sábado, 26 de novembro de 2011

Crase

Temos vários tipos de contração ou combinação na Língua Portuguesa. A contração se dá na junção de uma preposição com outra palavra.
Na combinação, as palavras não perdem nenhuma letra quando feita a união. Observe:
• Aonde (preposição a + advérbio onde)
• Ao (preposição a + artigo o)
Na contração, as palavras perdem alguma letra no momento da junção. Veja:
• da ( preposição de + artigo a)
• na (preposição em + artigo a)
Agora, há um caso de contração que gera muitas dúvidas quanto ao uso nas orações: a crase.
Crase é a junção da preposição “a” com o artigo definido “a(s)”, ou ainda da preposição “a” com as iniciais dos pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo ou com o pronome relativo a qual (as quais). Graficamente, a fusão das vogais “a” é representada por um acento grave, assinalado no sentido contrário ao acento agudo: à.
Como saber se devo empregar a crase? Uma dica é substituir a crase por “ao”, caso essa preposição seja aceita sem prejuízo de sentido, então com certeza há crase.
Veja alguns exemplos: Fui à farmácia, substituindo o “à” por “ao” ficaria Fui ao supermercado. Logo, o uso da crase está correto.
Outro exemplo: Assisti à peça que está em cartaz, substituindo o “à” por “ao” ficaria Assisti ao jogo de vôlei da seleção brasileira.
É importante lembrar dos casos em que a crase é empregada, obrigatoriamente: nas expressões que indicam horas ou nas locuções à medida que, às vezes, à noite, dentre outras, e ainda na expressão “à moda”.  Veja:
Exemplos: Sairei às duas horas da tarde.
À medida que o tempo passa, fico mais feliz por você estar no Brasil.
Quero uma pizza à moda italiana.
Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas; antes de verbos, de pronomes pessoais, de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino, da palavra casa quando tem significado do próprio lar, da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas (dia a dia).

Não se usa crase.

1. Antes de substantivos masculinos:
a) Ele veio a pé.
b) Não vendemos a prazo.
c) Vamos conhecer a fazenda a cavalo.
d) Você deve se vestir a caráter.

2. Antes de verbo no infinitivo:
a) Começou a sorrir quando dei a notícia!
b) Ficou a pensar nela o dia todo!
c) Estava a celebrar sua vitória!

3. Diante de nomes de cidades:
a) Chegou a Belo Horizonte em segurança.
b) Quem tem boca, vai a Roma.
c) Foi a Vitória conhecer o mar.

Detalhe importante: Quando especificar a cidade, coloque a crase: Irei à Veneza dos apaixonados. Refiro-me à Inglaterra do século XVIII.

4. Em substantivos que se repetem: gota a gota, cara a cara, dia a dia, frente a frente, ponta a ponta.

5. Diante de pronomes (pessoais, demonstrativos, de tratamento, indefinidos e relativos):
a) Solicitei a ela que tivesse calma, pois tudo daria certo!
b) Você vai sair a esta hora?
c) Comunicarei a Vossa Alteza a sua decisão!
d) Dê comida a qualquer um que tenha fome!
e) Agradeço a Deus, a quem pertence tudo que sou e tenho!

6. Antes do artigo indefinido “uma”: Ele foi a uma comunhão.

7. Diante de substantivos no plural:
a) O prêmio foi concedido a alunos vencedores.
b) Não gosto de ficar próximo a pessoas que conversam demais!
c) Gosto de ir a praças para ler!

8. Antes de números cardinais: Vou embora daqui a quinze minutos.

9. Antes de nomes de mulheres consideradas célebres:
a) Refiro-me a Brigitte Bardot e sua má postura!
b) Este livro faz referência a Joana D’Arc.

10. Diante da palavra “casa” quando esta não estiver especificada: Foi a casa. Voltou a casa.
Detalhe importante: Se a palavra “casa” vier determinada por adjunto adnominal,ou seja, caso esteja especificada, aceita-se a crase: Fui à casa de meus avós ou Voltei à casa de meus pais.

11. Diante da palavra “terra” quando significar “terra firme” e não estiver especificada: Após viajarmos muito pelos mares, voltamos a terra.
Porém, quando possuir o sentido de planeta, ocorrerá a crase. Ex.: Os astronautas voltaram à Terra.
No caso de a palavra terra estiver especificada, a crase estará confirmada. Ex.: Voltamos à terra de meus avós.

Cartas feitas por alunos. Identifique os erros.

Cartas feitas por alunos. Identifique os erros.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

DENOTATIVO (1), ou CONOTATIVO (2):

(___________) Meu pai é meu espelho
(___________) Quebrei o espelho do banheiro
(___________) Essa menina tem um coração de ouro.
(___________) A Praça da Sé fica no coração de São Paulo.
(___________) Fez um transplante de coração.
(___________) Você é mesmo mau: tem um coração de pedra.
(___________) Para vencer a guerra era preciso alcançar o coração do país.
(___________) Completou vinte primaveras.
(___________) Na primavera os campos florescem.
(___________) O leão procurou o gerente da Metro.
(___________) O metro é uma unidade de comprimento.
(___________) Estava tudo em pé de guerra.
(___________) Ela estava com os pés inchados.
(___________) É órfão de afeto.
(___________) Muito cedo ele ficou órfão de pai.
(___________) Caíram da escada.
(___________) O leão caiu num sono profundo.
(___________) Feriu-se na boca.
(___________) Vem o Flamengo apontando a boca do túnel.
(___________) O alpinista conseguiu escalar a montanha.
(___________) Ela disse uma montanha de absurdos.
(___________) Este cavalo venceu a corrida.
(___________) Você foi um cavalo durante a partida.
(___________) Nosso goleiro engoliu um frango naquele jogo.
(___________) Correu muito, mas não apanhou o frango carijó.
(___________) A tempestade já conspirava no ar.
(___________) Os cascos do animal tiravam fogo dos seixos do caminho.
(___________) O pescador vinha chegando.
(___________) O chão era uma confusão desolada de galhos.
(___________) A casa estava no meio de um vale que o sol beijava.
(___________) A varanda corria ao longo da face norte da casa.
(___________) Havia outros cães.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Morte Cerebral

A morte cerebral é definida por especialistas da saúde como a perda irreversível das funções neurológicas do cérebro e do tronco cerebral. Também conhecida como morte encefálica, a morte cerebral acontece quando o cérebro é submetido à dor, falta de oxigênio e de glicose. Apesar de comandar todas as funções do organismo, o cérebro não consegue sobreviver a qualquer dor diretamente relacionada a ele (apesar de receber as sensações de dor de todo o corpo) e ainda não resiste à falta ou baixa considerável do fluxo de sangue, pois a partir deste é que se tem oxigênio e glicose.

Apesar de muitas pessoas confundirem, a morte cerebral não é a mesma coisa que coma, pois o coma é a perda da consciência com funcionamento ativo das funções cerebrais. Pode-se dizer que a morte cerebral é um estado de coma irreversível, já que a perda das funções neurológicas do cérebro ocorre de maneira definitiva. É curioso que o cérebro apesar de tão sensível exerça tão importante papel no ser humano. Porém, sensível como é, consegue permanecer vivo num período de até seis minutos após o coração parar de bater, pois a partir desse período deixa de receber oxigênio e glicose e passa a morrer.

A morte cerebral pode ocorrer por traumas na cabeça, falta de oxigenação, derrame, tumores, overdose e falta de glicose. Tais ocorrências provocam derramamento de sangue no cérebro, inchaço, diminuição súbita das atividades nervosas cerebrais e aumento da pressão intracraniana. Para confirmar a morte cerebral, são avaliados a resposta do indivíduo aos diversos comandos, o reflexo e a movimentação do organismo, a resposta das pupilas em face de grande luz, a movimentação dos olhos em direção contrária à movimentação da cabeça, reflexos na córnea, respostas a estímulos feitos na sobrancelha, resposta a estímulos feitos através do ouvido, estímulos que induzem o indivíduo a engasgar e teste de respiração espontânea.

Por meio de tais avaliações que estudam a reação neurológica de cada estímulo é que se pode afirmar a presença ou a ausência das funções neurológicas no organismo. Quando o indivíduo não responde aos estímulos acima citados, o especialista já detectará a morte cerebral. Em alguns indivíduos, os reflexos medulares ainda podem estar presentes mesmo após a morte encefálica.
Por Gabriela Cabral